Cosmogonia e a Ciência Livre
- Rota do Ser

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rota do ser
Antes do Homem, a Terra já era
Muito antes das tradições gnósticas e mandeístas, antes mesmo das religiões organizadas, a Terra já existia com seus princípios e leis naturais. O homem, ao observar o céu, a água, os ciclos da vida e da morte, buscou compreender e traduzir em narrativas aquilo que sentia e vivenciava. Essas narrativas — os mitos cosmogônicos — foram passados de geração em geração, moldando culturas, filosofias e religiões.
É nesse fio histórico que a Ciência Livre da Rota do Ser se fundamenta: livre de dogmas, mas enraizada na busca universal pelo despertar da alma e da consciência cósmica.
Algumas Cosmogonias Antigas – O Céu e a Terra
Mesopotâmia: no Enuma Elish, o cosmos nasce das águas primordiais (Apsu e Tiamat). O deus Marduk vence o caos e separa céu e terra, criando ordem.
Egito: tradições como a de Mênfis descrevem Ptah criando o mundo por pensamento e palavra; em Hermópolis, pares primordiais (água, escuridão, infinito) dão origem ao cosmos.
Israel/Levante: o Gênesis reinterpreta esses temas, apresentando um Deus único que separa o firmamento das águas e estabelece a ordem.
Grécia/Orfismo: Hesíodo fala do Caos, Gaia e Urano; o Orfismo descreve o ovo cósmico. Filósofos pré-socráticos (Anaximandro, Heráclito) começam a racionalizar esses princípios.
Essênios, Anunnaki, Elohim e Egípcios
Essênios: comunidade judaica ascética, dedicada à purificação e ao estudo, que buscava viver em harmonia com a lei divina.
Anunnaki: deuses mesopotâmicos ligados ao destino e à ordem cósmica, descendentes de An (céu) e Ki (terra).
Elohim: termo hebraico plural usado para designar Deus ou seres divinos, revelando camadas da transição entre politeísmo e monoteísmo.
Egípcios: múltiplas cosmogonias que reforçam o papel do ritual e da palavra criadora como sustentação da ordem universal.
Assim como nas cosmogonias mesopotâmicas, egípcias e hebraicas, o Oriente também buscou compreender a relação entre céu e terra, vida e morte, ordem e caos. A tradição chinesa do Tao e as escolas budistas revelam que, antes de qualquer dogma, já havia uma percepção profunda: a vida é fluxo, e o ser humano deve aprender a caminhar em harmonia com esse fluxo.
Taoísmo – O Caminho do Tao
O Tao é o princípio universal, anterior ao céu e à terra, invisível e inominável.
O homem, ao observar a natureza, percebeu que tudo segue o ritmo do Tao: o nascer e o pôr do sol, as estações, o ciclo da vida.
A prática taoísta busca alinhar o ser humano com esse fluxo, cultivando equilíbrio, simplicidade e espontaneidade.
Budismo – O Caminho da Consciência
O budismo nasce da observação direta da vida: sofrimento, impermanência e interdependência.
Siddhartha Gautama, o Buda, ensina que a libertação não está em negar o mundo, mas em compreender sua natureza transitória.
A prática budista é o despertar da consciência, o reconhecimento da vacuidade e da compaixão como caminho para transcender o ciclo de nascimento e morte.
O Caminho Cognitivo do Homem
Essas narrativas mostram como o ser humano, desde os primórdios, buscou dar sentido ao mundo:
Observando a natureza.
Criando símbolos (água, caos, ovo cósmico, separação céu-terra).
Transmitindo ensinamentos de geração em geração.
Esse processo é a base da evolução mítica, religiosa e cultural que nos trouxe até a modernidade. Compreender o contexto e o processo de nosso estado evolutivo e suas nuances é fundamental para a morte do ego e o renascimento do despertar integral.
A Ciência Livre do Rota do Ser
A Ciência Livre nasce desse reconhecimento:
Livre de dogmas: não se prende a uma única tradição, mas integra todas como expressões da busca humana.
Universal: reconhece que, em qualquer tempo ou cultura, o foco sempre foi o despertar da alma. A expansão do Ser.
Prática: transforma arquétipos antigos em vivências modernas — meditações, cânticos serianos, terapias biossomáticas através dos corpos sutis.
Filosofia: conduz o Peregrino, o Aprendiz e o Mestre em direção à autenticidade e à consciência cósmica.
Antes do homem narrar, a Terra já era. Antes das religiões, a vida já pulsava. O homem, ao interpretar o céu e a terra, construiu mitos que se tornaram filosofia e religião. Hoje, o Rota do Ser interpreta esse fio histórico e o transforma em prática viva: a Ciência Livre, que nos lembra que o verdadeiro caminho é o despertar da alma em direção à própria divindade por meio do Movimento Seriano.
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Rikardo Mello - GFS | MFT
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